quarta-feira, 25 de novembro de 2009

canta que é no canto que eu vou chegar, canta o teu encanto que é pra me encantar, canta para mim qualquer coisa assim sobre você, que explique a minha paz...

terça-feira, 24 de novembro de 2009

IndigenATO - Quinta-feira!


Se você, como eu, não puder chegar lá antes do almoco, vá depois do almoco, ainda estará acontecendo. Mas dê as caras! É sério Porra! Chega de ficar revoltadinho só por email. Chega de revolucionários fantasmas!

beijosmepsicografem:*
escrevi num caderno velho, que na capa tem Beatles num faixa de pedestre, que nesse país só aqui é respeitada, tem a Janis com um copo e garrafa na mão, e dá a impressão de estar falando pra alguém " fuck men, i live", tem Neil, o grande guardião da Flanela Xadrez e uma foto mal impressa do Seu Zé tocando comigo na praça no ano retrasado.
Sinto a ausência e percebo que a saudade é solidão acompanhada, é quando o amor não foi embora, mas quem se ama já. As palavras se tornam apertadas. Sei que agora não passo de carne, saudade e silêncio. Pertencer a esses sonhos ainda, a esse amor torna mais brilhante a superfície por de baixo dos meus pés, mas chorosa, sozinha. Queria poder dar-lhe muito mais que palavras, mais que uma carta, e darei. Escrevi confissões desnecessárias – nada que não sabes. teamoainda.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

não existem grades.
existem nós.
nós existimos.

domingo, 22 de novembro de 2009

Pra não dizer que não falei das flores que desabrocham sob a história de Zumbi.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

toda vez que paro pra respirar percebo que vivo uma vida isolada. Isso me deixa desesperada. Perdi a noção do tempo, punheta mental que consome o cérebro e a memória recente. Tudo é vontade de esquecer dos mundos em volta do meu umbigo, esquecer dos outros umbigos que insistem em aumentar minha avalanche quente, sal espumante, mar tsunami, pau de abolir ideologias. Fato: estamos todos fodidos. 17,18,19,20 anos. todos fodidos, a não ser que explodam as grades e voem. O negócio que os ferros sempre irão parar em algum lugar, sorte se não for em alguém, em algum umbigo. Conviver com umbigos que não conseguem enxergar as opções de vida nova é barra. Vida que faz bem pro espírito, mas que quer dizer: dinheiro pouco, roupa suja bastante pra lavar no rio, fadiga muita. No entanto, estradas demais, vontades demais, pessoas de-mais, sonho demais.
Umbigos que só sabem regar o mundo da vida dos outros com flores de plástico, dessas que não morrem, não querem sentir dor.

"Sei lá, sei lá... a vida é uma grande ilusão..."

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

punheta mental
e saco cheio de corujas.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

gosto de meninos e meninas.
e queria estar amando.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Burocracia e mais um monte de coisas

eis uma coisa a qual nao quero nunca: me acostumar com esse tipo de coisa.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

SOS SANTUÁRIO DOS PAJÉS

domingo, 8 de novembro de 2009

Os Sobreviventes

não precisa dizer o que eu escuto todos os dias
eu sei que to no meio da sociedade e infelizmente não mudo o mundo sozinha
não me empede de sentir
e não querer estar anestesiada quanto a isso
eu prefiro chorar todos os dias depois do trabalho, do estupro
do que começar a achar normal

''Mato, não mato, atordôo minha sede com sapatinhas do Ferro’s Bar ou encho a cara sozinha aos sábados esperando o telefone tocar, e nunca toca, neste apartamento que pago com o suor do po-ten-ci-al criativo da bunda que dou oito horas diárias para aquela multinacional fodida.
Mas, eu quero dizer, e ela me corta mansa, claro que você não tem culpa, coração, caímos exatamente na mesma ratoeira, a única diferença é que você pensa que pode escapar, e eu quero chafurdar na dor deste ferro enfiado fundo na minha garganta seca que só umedece com vodca, me passa o cigarro, não, não estou desesperada, não mais do que sempre estive, nothing special, baby, não estou louca nem bêbada, estou é lúcida pra caralho e sei claramente que não tenho nenhuma saída, ah não se preocupe, meu bem, depois que você sair tomo banho frio, leite quente com mel de eucalipto, gin-seng e lexotan, depois deito, depois durmo, depois acordo e passo uma semana a banchá e arroz integral, absolutamente santa, absolutamente pura, absolutamente limpa...''

Caio F. de Abreu

sábado, 7 de novembro de 2009

Caimos exatamente na mesma ratoeira

Anotei essa frase do título num caderno meu - Caio F. de Abreu - copiado de algum blog, o qual não me lembro. O que me recordo é que ele falava sobre trabalho, canseira e todas essas coisas que a gente passa na rotina pra conseguir (sobre/sub)viver. Pois é, então deixe-me contar...
Nos últimos dias eu tava querendo arrumar um emprego, optei por entregar curriculuns em shoppings, porque, mew, os tempos do natal estão aí e o que as lojas contratam nesse período não é brincadeira. Na quinta-feira eu entreguei, mais ou menos, uns 20 curriculuns. Aí, okay, super animada, sabendo da contradicão que é esse trampo com tudo que eu tento viver e passar para as pessoas, sabendo que seria doloroso muita coisa. Quando eu entrei numa certa loja que valoriza estética, maquiagem, clichês, esteriótipos, playboys, capitalismo, exploracão, imoralidade em precos (Lua consciente desde o princípio), o gerente estava presente, o tal já marcou uma entrevista pro dia seguinte, sexta, ontem, às 14h30m. '
Sem sacanagem, o lance tá me assustando tanto que eu tô com medo de dizer aqui que ele é do tipo pitboy que namora gostosas burras. Vai que ele tá pesquisando a minha vida e acha isso aqui? fudeu/
Mermãããão, quando eu sento na bendita cadeira pra comecar a bendita entrevista, to punk de nervosa. Perguntou a minha idade, fez 1 milhão de perguntas que já tinham sido respondidas no papel que entreguei na quinta -claro que ele nem leu-, que é capaz dizer perfeitamente quem eu sou, meu potencial, minhas condicões poéticas, carismáticas, fincanceiras, enfim, aquele currículo consegue dizer sem erros meu caráter e tudo que posso fazer pra harmonia social. Oxi, tá duvidando? rs
O auge do meu nervosismo da possibilidade de dar tudo errado foi quando ele perguntou qual curso pretendia fazer na UnB: Ciências Sociais. (por uns segundos a minha mente, coracão resgatou todos os meus princípios, ideais e fez-me sentir: fudeu, vou ser contratada, caminho sem volta, agora sou uma colaboradora nata do consumismo, sem dó). Ah sim! E eu perdoo ele pela super cara irônica, sarcástica quando respondi.
Mas o auge do desespero foi quando ele perguntou o último livro que li (PEGADINHA!!!). Quem tá ligado na última prova do vestibular que desesperou geral pelo tema da redacão? (pedia pra sintetizar um filme que mudou sua vida e blábláblá) Eu e todas as pessoas que fizeram essa prova, presentes na minha roda de amigos, ficaram desesperadas pra lembrar o bendito filme. Mar menino, num foi o que se passou? Ca-ra-ca! HAUSHAUSHUAHSU detalhe: eu fiquei a semana inteira andando com o livro na mão e não vinha nada à cabeca: NADA. HAUHAUHUAH Daí eu lembrei de um, que não li nem a sinopse, trazido do T-Bone da última noite cultural e falei o título todo errado (livro famoso- mas claro que gente do tipo dele não lê nem gibi, a não ser aqueles livros que colocam jovens e adolescentes das igrejas evangélicas modernas pra comer as folhas no jantar, aqueles bem do tipo O LÍDER 360graus, 50 ANOS EM 50 DIAS, A CHAVE DO SUCESSO, FIQUE TRILIONÁRIO!), era Olhai os lírios do Campo, do Érico Veríssimo. Daí ele me ferrou, mermão, porque fez a clássica pergunta: O livro fala de quê? kkkkkkkkkkkkkkkkkk Falei: na verdade eu estou lendo agora, tô na segunda página. Aí ele: Mas a sinopse diz o que? kkkkkkkkk
Aí eu enrolei, sem ser escutada, tempo é dinheiro, é dinheiro e já foi fazendo outras perguntas.

Enfim, quando eu saí da loja, comecei a chorar. MUITO Horrível. Não tô afim nem de dizer a palestra que ele me deu sobre COMO NÃO EXISTE EXPLORACÃO no nosso sistema, é tudo da cabeca da gente, se a gente faz o que gosta nunca vai se sentir explorado e inclusive era pra eu observar como os outros vendedores da loja estavam sorrindo e felizes, por conta do trabalho. TERRÍVEL! E eu concordando: uhun, claro, também acho. Também acho que o trabalhador sai ganhando, como a empresa, que é o que vocês propoem. E que ninguém, oras bolas, é ou foi escravo nesse mundo desde que o dinheiro é mundo, porque todos nós temos o direito de estar trabalhando ou não (exatamente, amiguinhos, ele disse isso tudo).
E tem 4 fases da venda, que são as 4 fases de teatro pra empurrar o produto pro cliente. MUITO TENSO. MORRI. Mermão vendi a minha alma ao diábo. Nesse nível, tô te falaaaaaaando!!

Digamos que eu esteja praticamente contratada, ele me colocou em treinamento. Tenho que ser a melhor atriz nesses dias próximos, porque quero comprar meus equipamentos, minha câmera... Pra sair voada daquela... daquela... daquela COISA. Tudo isso é pra comprar minha Liberdade. Quejinho na ratoeira.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Geniquéli

Chuva-chuva mesmo, à vera, Geniquéli só conheceu quando tinha uns 11 anos de idade. Bem, é possível que ele tenha até visto alguma chuvinha besta orvalhando mandacaru quando era menino-novo, mas não se lembrava; e não lembrar é igual a nunca ter visto. Pois chuva-chuva mesmo, lembrável e molhadeira, Geniquéli só foi conhecer uns seis meses depois de chegar em Brasília, vindo do sertão brabo de Pernambuco, lá onde a chuva chover não chovia.
Geniquéli chegou com mais sede de conhecer a chuva do que a tal da coca-cola com gelo anunciada na placa que enfeitava a porta da venda, lá no sertão. Foi por isso que ao desembarcar na Rodoferroviária de Brasília, quatro dias de viagem depois, suas primeiras palavras foram: “Mãe, cadê a chuva?”. “Já-já ela cai”, respondeu a mãe.
Mas não caiu. Era março, poeirama vermelha já danada. E entra mês e sai mês, e a secura só aumentando. De rachar sola de pé e sangrar nariz. E Geniquéli com pescoço meio torto de tanto olhar pro céu, um céu azul de doer as vistas. De vez em quando apareciam umas nuvenzinhas meio desenxabidas, ali e acolá, mas chover que é bom…
Até que chegou setembro, e um dia já de noite, esperanças quase perdidas, o primeiro pingo pingou no plástico preto do teto, escorreu pela parede de papelão e foi cair onde? Na boca de Geniquéli, que naquele justo momento, esprimido e encolhido no chão do barraco, sonhava que Deus, de tão apertado, mijava na cabeça do mundo.
Ainda dormindo, Geniquéli abriu os lábios e sorveu o abençoado mijo de Deus; depois abriu os olhos e viu o pingo seguinte, e os outros pingos e mais outros e outros. Era a tal da chuva. Acordou a mãe e os irmãos de tanto grito, depois saiu correndo de braços abertos pelo cerrado afora, olhando pro céu desestrelado, meio passsarinho-meio peixe, até quase se afogar de tanta chuva e felicidade.
Ainda hoje é assim. Quando chega a época das águas lá vai Geniquéli desembestado beber a chuva. E nem espera a chuva chover pra ser feliz, porque aprendeu a prever o tempo – olhando não mais pro céu, porque nuvem é bicho arisco, enganoso, faz que vai mas não vai; nada disso, Geniquéli espia mesmo é os bicos dos peitos das moças passantes, que saltam tecido afora anunciando chuva pra daí a pouco. É verdade que os danados também se assanham nas friagens e tal, mas como em Brasília quando faz frio não chove e quando chove não faz frio, basta prestar atenção no arrepio das moças pra saber: é-vem chuva. E chove. E só então Geniquéli tira os olhos das moças e faz mesura pra chuva.
O povo do Setor Comercial Sul já quase se acostumou com aquele pernambucano dos avessos, que faz justamente o contrário do resto do povo: quando começa a chover, Geniquéli não quer nem saber de marquise – vai é pro meio da rua e se lambuza no aguaceiro, como se tivesse de novo 11 anos e quisesse, e pudesse, afogar a secura do tempo passado. E só quando a chuva cansa de chover e dá uma estiadinha é que ele corre pra debaixo da marquise, contrariado, e vai consertar guarda-chuva, porque é assim que ganha metade da vida – às custas da bestagem do povo, que gasta dinheiro fugindo da chuva que Deus não dá pra todo mundo.
Mas quando se assanham de novo os bicos dos peitos das moças, e logo em seguida passa o estio, e o céu desaba de tão pesado, Geniquéli encerra a primeira jornada de trabalho, empunha a sombrinha colorida que serve pra enfeite e equilíbrio, liga a aparelhagem de som, bota pra tocar Singin' in the Rain em ritmo de carnaval e cai no frevo rasgado, molhado, enquanto o povo assiste escondido debaixo das marquises e dos guarda-chuvas.
Eita, povo bobo. Num sabe que bom mesmo é se fartar dessa água benta que cai de graça do céu; e ainda paga moeda pra ver Geniquéli dançando e cantando na chuva…

José Rezende Jr.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

caminho das águas
não sei tocar, mas toco
não sou palhaça, e ainda sim assim sou
não sei contar histórias, mas conto
não canto, mas canto muito

terça-feira, 3 de novembro de 2009

eu me acho
às vezes
deviam todos se achar
ou
pelo menos
procurar

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

tenho encarado separação. uma após a outra. levando, por vezes. por outras, trazendo.

passarão...
eu, passarinho.

sábado, 31 de outubro de 2009

você não ficou sabendo?
Eu sou a única vadia louca por aqui.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

fulano de tal que conheci tem a Lua em Leão.


interessante.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

TRANSPORTE FILHO DA PUTA DESSA CIDADE

Estou até mais calma agora! E antes de tudo só quero dizer para todos que estão ainda esperando minhas cartas que estou incapacitada de querências e coisinhas miúdas na cabeça, só tenho coisa grande demais, não cabe dentro da caneta. E além do mais é coisa tola escrever pros outros agora, cartas, bilhetes, poemas, cordéis, o escambal... Mas está tudo aqui dentro de mim, então acreditem, to mandando um raio laser via olhos no céu. Tal coisa que amo, essas linhas prostitutas cheias de tatuagens de cadeia que enchem de tesão, drama, dor, flor, amor essa minha vida, coisa, loucura. Hoje sou vulcão, posso sentir o frio do mendigo de longe, os vestidos e diamantes, sapatos a ouro das princesas. Até no sertão o ouvido é pegado pelo grito fumante do galo e a língua gosta do milho roxo-puro indígena, com os olhos da memória como.
As buzinas das agulhas caindo. ÓDIO do metrô parado e à porra da cidade moderna cheia de prédios-cuzões por cima das nascentes e longos cabelos estuprados das árvores ancestrais da paz, e esses donos vagabundos conseguem alimentar todo sentido maldito do meu viver, não tem a capacidade de sustentar um caralho de um transporte pra chegar naquela BrasÍLHA, mais excludente impossível. Chorar de ódio, de tristeza. Viva Santuário dos Pajés, Santxiê, Kariris, Tapuyas e todo o verde que ainda goza sobre a terra seca, pedra, úmida desses centímentros dos JK's, que alguns lutam pra ser de todos. Viva as satélites e todos os seus moradores. Nós, os revolucionários vagabundos iluminados do Gama. As ruas com meninos e betes, golzinhos. VIVA, agora, KARL MARX E SEUS FUZIS NA CARA DA ELITE FILHA DA PUTA!!!!!!!!

Só as amoras que explodem no pé pra comer com a mão e boca me trazem de volta a vida. Aaahhh...

E vai aí o show do meu querido CARLINHOS PIAUÍ, no festival do Gama! Lindeza!
ELE TEM A PALAVRA! A CULPA É DA VIPLAN! VAMO BOTAR FOGO NELA!

video

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

VIVENDO DE RIR.

sábado, 24 de outubro de 2009

Segredinhos

Nem posso dizer nada, por enquanto, dos meus dias, são todas as coisas segredinhos profanos. É pra não virar carvão da fogueira. HAUHAUHAUHAUHAU

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

pirocóptero

Não sei voar de pés no chão. Eu entrei numa astrounave, sem sapatos, avental, sem gravatas, flutuei, levitei, muito acima do asfalto, eu e a felicidade. Só eu e ela. Não sei quanto às outras pessoas, mas quando me abaixo para colocar os sapatos de manhã, penso, Deus Todo-Poderoso, o que mais agora?Justificar

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Água risca carvão em bom semblante

Por toalhas alheias molhadas na minha cama, sapatos e sandálias novas mal cuidadas ,do mesmo paradeiro, no meu chão, braseio com a desnovidade de não conseguir meus contos sobre o que fogueira debaixo da pele. Mas eu já falei tantas vezes dos teus azuis dos olhos, retocam-me todos os sentidos. Lírio e Rosa e Rosto e Voz. Nada é saudade e nada é desejo de prender-te entre as pernas. É coisa. É fraqueza viciosa. É ardor. É escolhido.
Peguei todas as cartas que não reli jamais, li, algumas e ri. Depois riscar pra bom semblante água carvoar.
Devo parar. Só se encontram dentes sujos e sobrancelhas femininas mal feitas depois de mil vezes fotografia vista. Amor bem vivido é assim, sempre uma pena.

O telefone

Rosa Anil Oliva Carvão

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Cheguei!

Mas depois eu digo o que moveu meu coração, feito Rosa para o sertão. Vida serena. Vida Seca.

Como palavras ainda não tenho:

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Aprende-se com MontanHa.

Temos o poder do Ser
Eterno Ser
De ter o que se quer
De ser o que se é
Somos a extensão de um único rio
Correndo na mesma direção

Frente, deixar, encantar, mulher, perguntar, água, terra, toco, buraco, criei, reflexo, vida, acredito, amor, ferida, dor, sinto, normal.

Lutamos eternamente com a vida
Fugimos e corremos da morte
Nos preocupamos com o imutável
Nos fazemos mutantes
O chão onde tantas vezes pisamos
nos leva certo ao destino
E se este for em branco
vemos de onde partimos